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"Janaina, filha de Iemanjá, é oito ou oitenta
e os outros 71 quase nunca interessam. Ela é apenas mais uma entre tantas, mas ninguém no mundo é exatamente como ela."
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Não sei o que me irrita mais:
- Terem me feito tirar conclusões erradas - Não saber quais das duas acima é verdade
Eu confesso que queria um Edward (sim, o do livro adolescente) ácido, completamente apaixonado e eterno pra mim. Mas juro que se alguém comentar isso por ai, nego de pés juntos e de joelho no milho. (Assim como nego – aos menos íntimos- que já li 2 vezes todos os livros suspirando como uma adolescente) Se um dia alguém contar que confessei querer uma declaração de amor de parar o trânsito, daquelas bem bregas, eu prometo que sirvo de testemunha para sua loucura. Coitado do vivente que ao menos pensar que eu tenho desejo secreto de ser acordada com café na cama e bilhetinho romântico, eu finjo que o excluo da minha listinha de “pretes”. É eu também acho que engano alguém, com essa coisa de listinha de caras disponíveis que eu nem tenho. Se alguém sequer supor que eu ando cansada dessa minha eterna mania de querer ler entrelinhas e esmiuçar as coisas até total entendimento. Eu faço minha melhor cara blasé e digo que isso é papo de gente rasa. Nem pense em falar que esse meu ar de independência é carência. Que essa minha arrogância é medo. Que essa minha verborragia é insegurança que eu nego até a morte! E pra completar processo por calúnia e difamação. E nem ouse falar em um tom mais alto que sou romântica! Eu nego!
O ser humano é uma coisa fantástica... Somos tão mutantes, que apenas num espaço de tempo nossas percepções sobre algo ou alguém simplesmente podem acordar diferente. Isso depende do nosso estado no momento, do nosso objetivo ou (como Clara-Lu me disse num texto off) apenasmente da nossa urgência emocional? Cisma, carência, vontade, independência... Tanta coisa pode influenciar em cada coisa que percebemos no momento exato e que carregamos conosco até que a vida (ou o momento) nos mostre que podemos perceber aquilo de outra forma. A coisa toda pode ter cor, ser leve, ser bonita, ser esperançosa... E numa vírgula, num olhar que se cruza... BOOM! Uma sutileza, um brilho que você pergunta onde estava que não viu isso antes... Eu não tenho as respostas, e talvez se tivesse me assustaria com sua simplicidade... Mas sei que hoje, essa leveza, esse meio sorriso, é resultado de uma nova percepção adquirida, num momento completamente despretensioso, onde só queria resolver meu tédio atual, me preocupando apenas com meu umbigo (e outras coisinhas mais). Mas ai, seja pela urgência emocional, seja pelo momento, seja apenas pelo olhar diferente sobre o mesmo tema... Ou apenas por me perguntar “porque não?” algo aconteceu. Porque viver insistindo em coisas inférteis, apenas pra massagear meu super ego? Porque cismar até perder a paciência com pessoas que não perdem um minuto do seu tempo? Porque continuar achando desculpas onde se tem fatos? O que tem de errado em aceitar o que querem me dar sem que eu tenha que mexer um músculo, sem que eu tenha que brigar, cismar, querer, entender, perguntar, esmiuçar as entrelinhas... Quem disse que a simplicidade da coisa dita, sem entrelinhas, sem nenhum jogo não pode me agradar? Porque não posso simplesmente reconhecer que o vi diferente do que há dois anos atrás, e realmente me assustei absurdamente comigo? Uma vez na vida não posso querer a coisa fácil que me bate a porta? Tudo tem que ser grave? Pois é, eu simplesmente posso... Porque não?
Candice perguntou... Claríssima respondeu e me indagou a responder... Tem o peso das palavras não ditas e das gritadas. Tem o peso da vida nos ombros. Das escolhas certas e mais ainda de todas as erradas. Pesa os amores bem vividos, os amores mal resolvidos e principalmente os amores inférteis. Me pesa tanto, que chegam a curvar os ombros, as obrigações mascaradas como favores, a falta de delicadeza e a estranheza nesse mundo. Aquela sensação de não fazer parte, mesmo forçada a estar no meio. A solidão que ninguém vê... As lágrimas de alegria, as poucas de dores físicas e as tantas de dores mais doloridas. Mas me pesa mais as lágrimas guardadas. A fome que não se mata com comida e o buraco que ninguém tampa. Os pontos finais, as vírgulas que trancam na garganta, as reticências de querer dizer algo mais... O peso da incompreensão das palavras, da necessidade de ter sempre que compreender além das palavras... O que quero dizer e não posso. O que não posso dizer e digo. A incerteza de se ter um porto, de se ter o lugar, de se ter... Algumas das certezas dessa vida, àquelas que fincam e que não se pode fugir. O que pesa alma sempre nos é meio cinza, meio tempestuoso... As cores, as felicidades, as alegrias essas aliviam a alma do seu peso. O vazio, este tem um peso absurdo, do tipo que só quem tem consegue medir, compreender, mas nem por isso suportar. A ausência dos seus, a saudade que não pode ser morta. Tem o peso daquelas lembranças que a gente vê em preto e branco, sonhando ter colorida, das esperanças que se esvaem. Hoje tem o peso de não se ver a luz no fim do tão falado túnel... N.A: Pesa saber que esse texto saiu mais sombrio do que talvez saísse há uma semana atrás. No fim, o que nos pesa a alma é o momento vivido...
![]() Eu vivo, a inspiração é que morreu... (reflexos de uma vida tediosa)
E não é que parece comigo?
Antes um aviso: Não espere lógica. Agora que já estão todos devidamente avisados... Mas agora o cerumano, não tem uma vez que comente aqui que não seja pra criticar. Todo mundo sabe que não to nem ai pro que acham o deixam de achar. Mas tem hora que o copo transborda! Uma hora é pra dizer que se eu quero beijar não tenho que anunciar. Filho, a boca é minha, se quiser ponho até no jornal, faço leilão ou beijo pedra! Outra é pra dizer que Caio é coitado?? Ah pelo amor de Deus! O cara sofria por amor, penava com suas dúvidas, filosofava sobre a vida. Bebia, fudia, cheirava... Saca, ser humano? Assim como todo mundo? Cheio de defeitos e qualidades? Então, a diferença entre ele, você e eu, é que ele tinha uma puta de uma piração e sabia por pra fora o que muita gente não sabe ou não tem coragem... Você pode também chamar de talento! Mas claro que você nunca vai conseguir ver isso... Assim como não consegue ver que usar uma frase pra expressar um pensamento nem de longe significa que eu fico sentada chorando... Até porque quem bem me conhece sabe que só choro de raiva. ***** Saca o maluco da evolução humana? Aquele doidão que dizia que sempre vamos nos adaptar ao meio? Então, contar pra vocês, BALELA! Daquelas coisas idiotas que eles inventam e todo mundo, por falta de algo mais inteligente pra dizer, concorda. Sou a prova viva, a experiência humana que há meios em que o ser humano nunca vai adaptar! Eu não consigo viver aqui, essa distância, esse povo, essa ignorância, esse contentamento com a vida fudida que levam... Isso não é pra mim! A palavra que traduz essa gente do cu do mundo que eu moro é conformismo. E taí uma coisa que nunca vai entrar no meu dicionário, sou a eterna inconformada. E olha, ta mais que bom assim. O dia que eu me sentar e dizer, ta tudo perfeito, me interna ou me enterra. Ou enlouqueci, ou morri! ***** Essa coisa de não conformismo que ta me deixando meio longe de tudo isso aqui. Uma matemática simples. Trabalho de forma enlouquecida + Poucas horas de sono + Tentativa de resgate da vida social (sem muita eficácia no momento) + Algumas crises motivada pelo não conformismo = Zero de inspiração e saco. ***** É isso, o pobrema é meu! Se fosse de vocês era probrema! (A empregada do Ed que disse!)
"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis." Caio Fodástico de Abreu.
Eu preciso beijar na boca!!! E umas coisinhas mais... De preferência, pra ontem! Pronto, falei! Mas agora eu tenho 30 e todas as minhas resoluções de mulher de 30...
Eu que habitualmente já sou recordista na prova da inércia e da preguiça crônica para caminhadas, na atual conjectura de estar incapacitada de utilizar toda minha capacidade motora, ando mais vagabunda do que o normal. Do ponto de ficar meia hora com sede, apenas esperando alguém passar para que eu possa pedir um copo d’água. Eis que há umas duas semanas perto da minha casa, aqui nesse lugar repleto de gente bonita e mega inteligente reparei que um ser, por iluminação divina, teve uma idéia que prestava. Umas três quadras de onde eu resido abriu um mercado Delivery, e eu realmente achei a idéia uma sacada de gênio, porque aqui não tem nada e o único supermercado que presta é longe. Um mercado Delivery! Pensei cá com meu umbigo que esse sujeito ia se dar bem. Anotei o telefone por comodidade típica de alguém que a-d-o-r-a caminhar com sacolas. Eis que sábado, estava eu jogada no sofá, precisando de coisas importantíssimas, tasquei mão do telefone e liguei pro mercado: - Delivery - Por favor, o senhor pode anotar meu pedido? - Diga ai moça. - Leite condensado, creme de leite, caixa de chocolate para cobertura (eu pretendia fazer um mousse de chocolate), coca-cola, rufles, trident de morango, miojo. - A moça vem pegar? - Não, vocês podem entregar na Rua Fiofó, n° 136. Cundimundópoli... - Ô moça! A gente não tem entrega não... - .... E eu aqui tendo esperança nessa gente! PS: Eu sei que promessa minha não ta valendo um centavo, mas eu prometo que essa semana dou um jeito de responder os comentários...
Então que eu ando mancando por ai. Obra de Murphy e culpa da boca, boca aberta minha. Cai (sou bondosa comigo mesmo, porque na verdade eu me espatifei no chão, como uma jaca) duas vezes no mesmo lugar, num intervalo de 1 hora. A primeira vez, tive sorte e meu pé ficou apenas levemente dolorido. Mas como sou uma pessoa nada desastrada e afobada me esborrachei de novo no mesmo lugar (que estava encerado, o que isenta parte da minha basbaquice), o que fudeu geral com meu pé. O primeiro tombo foi sem platéia, o que me livrou de um mico total, o segundo tive que contar com a cara de piedade (e de riso contido) do supervisor administrativo que viu tudo. Tentei segurar a onda e continuar andando em cima do meu salto, mas às três da tarde meu pé parecia explodir na sandália, e juro que se não tivesse em público, caia no choro com direito a gritos de “ta doendo”, mas apenas admiti que precisava ir ao médico. Médico gatinho, com jeito estressadinho, e eu lá fazendo cara de durona, que durou apenas 1 minuto, pq quando ele apertou meu pé eu gritei de dor. Raios-X e o escambal todo, médico gatinho: “boa notícia, não quebrou... má noticia vou imobilizar mesmo assim”. Nem pensar doutor, nem por esses teus olhos cor de mel, e esses cachinhos. Não pode, eu tenho que trabalhar, eu preciso caminhar, sem chance de ficar de muleta e bla bla bla bla bla bla... Resultado, tendões torcidos, R$ 110,00 mais pobre, por conta da compra de uma bota ortopédica. Sou a prova de que um raio cai duas vezes no mesmo lugar... Consolo? Eu volto a ver o médico gostozinho com olhos cor de mel e cachinhos na quarta-feira.
Exausta, completamente exausta. Semana passada fui a São Paulo, apenas 5 horas na capital paulista, desculpe se não liguei pra ninguém, um dia em Santa Catarina e três dias em Curitiba, onde só vi o hotel, a empresa e um bar chamado Peggy Sue (ou algo assim, o legal é o nome do bairro, Batel!), porque minha gente, meu sobrenome é trabalho! No intervalo disso tudo, eu trabalhei. Se no fim-de-semana eu não estiver como nesse último (pensem em uma pessoa acabada!), prometo que venho com algo decente e visito vocês!
Agora é assim gente, resumo da semana. Vai ser impossível passar aqui com a regularidade de antes. Trabalhando, trabalhando muito, nem tempo de pensar em msn, orkut, blog... Uma loucura, over produtiva. Bernardo de braço quebrado, quebrou quinta na escola e ta achando a coisa mais legal do mundo, quero ver daqui a quatro semanas, prazo do médico para retirar o gesso. Precisando emagrecer urgentemente, fui experimentar as minhas roupas de inverno e quase cavei um buraco pra me enterrar em desespero, ou enriqueço ou emagreço, refazer guarda roupa agora não dá. Bem, se eu enriquecer eu refaço meu corpicho e não o guarda roupa! Hoje teve sessão mulherzinha no salão, unhas, depilação, acabei fazendo uma progressiva, ta liso escorrido, mas semana que vem conto o resultado depois da lavagem (ai tão mulherzinha cuti cuti esse papo). To trabalhando como uma mula, correndo como uma cadela, mas há tempos não me sentia tão bem. Pra fechar com chave de ouro precisava de uns beijos na boca... Mas essa fase mulher de trinta super resolvida não me deixa beijar qualquer boca, então tem que ser Aquele ser que se materialize na minha frente... Eu sento e espero...
Resumo sem menor importância, mas altamente relevante pra encher linguiça: Gente do céu alguém me explica o que é aquele Rodrigo Lombardi?? Que Márcio Garcia o que! Eu chamo de meu marido e vaca todo dia antes dele sair casa! Fora isso, essa novela ta um c*! Dá pra perder a semana toda e nada muda. Agoraaaaaaaaaaaaaaaaa! Nesse minuto no BBB o Marcelo Antony servindo de motorista pra Josi, me abana! Eu troco o Raj e a vaca santa por ele! O homem bom cacete! Deu meu estoque de assuntos pra encher linguiça nesse blog se esgotou, gastando muito a mente pra aprender trocentos sistemas pra trocentas coisas que preciso fazer durante o dia, sobra nada de espaço pra usar em futilidades!
Então que há exatos 30 anos Com as pernas pro ar E de cabeça pra baixo me trouxeram pra esse mundo louco!! Foi inevitável, enfim, VINTE E DEZ!
Então que daqui a menos de uma semana eu terei TRINTA anos, e ta pesando, de verdade, ta pesando um monte de coisas. Essa coisa de estar lá com um pé e meio de ser uma balzaca ta meio que me pirando. Não to nem um pouco preocupada com rugas, isso vem de dentro (como diz a Renata) um dia você acorda e ta lá, não tem o que se fazer. Meu sonho de ter uma pele sem estria e celulites acabou numa gravidez onde aumentei 28 kg. O que ta me pirando é todas as coisas subjetivas da coisa toda. Mas não se preocupem não vou fazer disso um chororó no estilo “mulher de quase 30 procura”! Até porque uma das minhas primeiras considerações é essa, não procuro mais. É isso, não mexo mais um músculo atrás do dito cujo. Saio quando to afim, vou pra onde to afim, e confesso que muitas vezes nem vi o que aconteceu em volta. Não olho mais pra ver se tem alguém que eu goste, até porque vamos combinar, a noite anda uma cilada pra esse assunto, você tem 99% de chances de se dar mal. Então eu que não vou dar uma mãozinha pro destino. Não procuro, não faço esforço. Não entro mais em jogos, não fico lá esperando estar afim, não aturo mais gente enrolada. Eu simplesmente desisti. Agora se tiver que ser, o dito que se materialize na minha frente e tente me convencer que vale eu gastar meu tempo com ele. Acho que como uma balzaca eu tenho esse direito. Eu já não era muito preocupada, agora então... nem me interessa saber o que você pensa, se concordam ou não concordam. Eu agora de fato to cagando. Com trinta não da pra ligar pra picuinha alheia, a gente tem as próprias picuinhas pra encher a cabeça. Com trinta o meu umbigo é definitivamente meu universo. É meio como um balanço da vida, e nessa coisa toda de déficits e créditos, eu acho que estou em débito comigo. Com trinta não tenho/sou nem metade do que queria ter/ser, então é hora de parar de olhar pra algumas coisas, olhar mais pra outras, tampar os ouvidos pra uns tantos, meter a cara em algumas roubadas... É isso, um peso, um medo, um pânico. Algumas decisões que podem ir mais facilmente do que vieram. A certeza incerta de sempre... E só para garantir eu encomendei a pouco um antirugas... |